Diante da possibilidade de uma ofensiva terrestre
dos Estados Unidos, o Irã iniciou uma ampla mobilização militar e civil,
reforçando suas defesas em pontos estratégicos do Golfo Pérsico e ameaçando
ampliar ataques na região, segundo o Wall Street Journal. O governo também
passou a convocar a população para um esforço de guerra nos moldes do conflito
contra o Iraque nos anos 1980, incluindo o recrutamento de menores de idade
para funções de apoio.
A notícia é do jornal O Globo. A medida é alvo de
críticas de organizações internacionais. A Anistia Internacional afirma que o
recrutamento de crianças a partir dos 12 anos para a força voluntária Basij,
ligada à Guarda Revolucionária, pode configurar crime de guerra. Segundo a
entidade, relatos de testemunhas e análise de vídeos indicam que menores foram
mobilizados em postos de controle e patrulhas, alguns armados com fuzis de
assalto.
O movimento ocorre após o presidente americano,
Donald Trump, ordenar o envio de milhares de fuzileiros navais e tropas
aerotransportadas ao Oriente Médio. Embora Washington não tenha confirmado
planos de invasão, o deslocamento ampliou as opções militares dos EUA, levando
Teerã a intensificar preparativos e retórica de confronto.
Segundo analistas, o regime iraniano aposta em um
cenário de combate prolongado e assimétrico, no qual poderia compensar sua
inferioridade aérea frente aos EUA e Israel impondo custos elevados a uma
eventual operação terrestre.

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