A deputada Erika Hilton (PSOL) virou alvo de uma
queixa-crime por calúnia e injúria apresentada pela designer gráfica Isabella
Alves Cêpa, militante de um movimento feminista. A ação foi motivada por
declarações públicas em que a parlamentar classificou a ativista como
“criminosa”, “fracassada” e fez comparações com figuras ligadas ao nazismo.
A informação é do colunista Paulo Cappelli, do
portal Metrópoles. O embate entre as duas teve origem ainda
em 2020, quando Isabella criticou o PSOL e questionou o resultado das eleições
municipais em São Paulo. Desde então, o conflito escalou para o campo judicial,
com trocas de acusações e processos entre as partes. A defesa da designer
sustenta que as falas recentes de Erika não têm relação com o exercício do
mandato parlamentar, o que justificaria a tramitação do caso na Justiça comum.
Na denúncia, Isabella argumenta que não possui
condenações ou processos em andamento que justifiquem ser chamada de criminosa.
Segundo a peça, decisões anteriores já teriam reconhecido a legalidade de suas
manifestações, o que tornaria as declarações da deputada ofensivas e sem
respaldo jurídico.
As falas que motivaram a ação ocorreram durante uma
entrevista ao programa “20 minutos”, do canal Opera Mundi, em março deste ano.
Na ocasião, Erika Hilton afirmou que declarações consideradas transfóbicas
configuram crime e comparou esse tipo de posicionamento a ideologias
discriminatórias históricas, reforçando que tais condutas seriam passíveis de
responsabilização judicial.
A militante também relembra que já enfrentou ameaças
após a repercussão do caso e que deixou o Brasil em 2025, quando obteve asilo
político em um país europeu. Agora, busca na Justiça uma reparação pelas
declarações da deputada, em mais um capítulo de uma disputa que mistura
política, ativismo e liberdade de expressão.

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