O endividamento das famílias brasileiras atingiu
80,4% em março, maior nível desde o início da série histórica, em 2015, segundo
levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo (CNC). O índice subiu 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro.
O percentual representa famílias com dívidas como
cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e carnês. Para a CNC, o avanço
acende alerta, diante de fatores como juros elevados, aumento dos combustíveis
e incertezas econômicas.
Apesar da alta no endividamento, a inadimplência
ficou estável em 29,6% no mês, mas acima do registrado há um ano. Segundo a
entidade, o cenário reflete o impacto do custo de vida e da taxa básica de
juros ainda elevada.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva estuda novas medidas para renegociação de dívidas, incluindo uma
possível retomada do programa Desenrola Brasil, com descontos e condições
facilitadas.
A CNC avalia que o alívio no orçamento das famílias
deve ocorrer apenas nos próximos meses, à medida que a redução dos juros comece
a surtir efeito na economia.

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