O empresário Flávio Figueiredo Assis, conhecido
como “Elon Musk brasileiro”, virou alvo de investigação após o Ministério
da Fazenda identificar indícios de esquema de pirâmide financeira
envolvendo a venda antecipada de veículos elétricos pela Lecar.
A informação é do colunista Tácio Lorran, do
portal Metrópoles. Segundo nota técnica da Secretaria de
Prêmios e Apostas, o modelo de negócio apresenta sinais de fraude, com
promessas consideradas incompatíveis com práticas de mercado. A empresa
comercializa planos de “compra programada”, nos quais clientes pagam parcelas
por anos com a expectativa de receber o carro antes da quitação total — mesmo
sem fábrica em operação.
O documento aponta que a Lecar não tem autorização
para operar esse tipo de modalidade e lista indícios típicos de pirâmide:
cobrança para atuação como revendedor, promessa de entrega futura sem produto
validado, uso de gatilhos de urgência e dependência da entrada de novos
clientes para manter o fluxo financeiro.
A análise foi motivada por um pedido do Ministério
Público Federal, que abriu investigação para apurar possíveis crimes, incluindo
publicidade enganosa e estrutura financeira irregular. O relatório ainda indica
violação de normas do Código de Defesa do Consumidor.
Em resposta, Flávio Assis negou irregularidades e
afirmou que o projeto está em desenvolvimento. O empresário admite que ainda
não há fábrica nem veículos homologados, mas sustenta que tudo é comunicado com
transparência e que o crescimento depende da adesão de novos clientes ao
projeto.

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