quinta-feira, 16 de abril de 2026

VÍDEO - Caso Choquei: Perfil foi denunciado por Nikolas Ferreira (PL-MG) e abraçado pelo PT

 



A prisão de Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, na Operação Narco Fluxo, expõe uma história que parte da imprensa preferiu ignorar. A página nasceu em 2014 como perfil de fofocas, mas em 2022 adotou linha abertamente pró-Lula e anti-Bolsonaro durante as eleições. Não foi acaso. Segundo a revista Piauí, a primeira-dama Janja tornou-se fonte direta de Raphael, trocando mensagens pelo Instagram e fornecendo informações publicadas como "furos". 

Fotos de Lula beijando a testa de Júnior Silva, administrador da Choquei, e de Janja abraçando o mesmo colaborador viralizaram e documentaram a proximidade. Levantamento da revista Crusoé mostrou que a Choquei era o perfil brasileiro mais corrigido por fake news no X, com 440 notas da comunidade, o terceiro mais repreendido do mundo.

Em dezembro de 2023, a Choquei publicou prints falsos de uma suposta conversa entre a jovem Jéssica Canedo e Whindersson Nunes. Ambos desmentiram. Jéssica, alvo de uma avalanche de ódio virtual, tirou a própria vida aos 22 anos. O caso provocou comoção nacional e ministros do governo pediram regulação das redes. Mas o STF, que mantinha aberto o inquérito das fake news desde 2019, ignorou o caso. Segundo a Gazeta do Povo, 14 dias após a morte, o Supremo não respondeu se a Choquei seria incluída na investigação. Semanas antes, o mesmo tribunal havia mobilizado a PF em menos de 24 horas para identificar um adolescente que invadiu o perfil de Janja.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o primeiro a comprar briga pública com a Choquei. Em dezembro de 2022, quase um ano antes da morte de Jéssica, Nikolas expôs as relações de Raphael com políticos de esquerda e com Janja. O criador da Choquei trancou suas contas pessoais diante da repercussão. Quando Jéssica morreu, Nikolas escalou: "A Polícia Federal não bateu na porta da Choquei até agora? Do hacker adolescente da Janja foi no outro dia." O deputado anunciou representação no MPF contra Raphael, apontando "responsabilidade penal e cível".

A reação de parte da imprensa e da esquerda foi acusar Nikolas de oportunismo. Influenciadores progressistas gravaram vídeos chamando-o de hipócrita. A Revista Fórum publicou matéria classificando sua postura como autopromoção às custas de uma tragédia. Agora, com Raphael preso pela PF não por fake news, mas por ser apontado como operador de mídia de uma organização criminosa que movimentou R$ 1,6 bilhão e tem conexão com o PCC, o alerta que Nikolas fez há mais de três anos ganha outro peso.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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