Uma grave denúncia envolvendo o ambiente de formação
de novos militares do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) abalou a
corporação. Uma aluna do curso de formação de praças da Academia de Bombeiros
Militar dos Guararapes relatou ter tido seu cantil contaminado com uma
substância semelhante a sêmen durante uma instrução realizada no início de
abril.
De acordo com o depoimento formal, o episódio
ocorreu em 9 abril, durante uma atividade de Armamento, Munição e Tiro (AMT). A
estudante afirmou que, ao retornar para beber água após o término da instrução,
percebeu que seu cantil estava em local diferente de onde havia deixado
anteriormente. Ao ingerir a água, notou um gosto incomum.
Ao verificar o recipiente, identificou na tampa uma
substância esbranquiçada, turva e de consistência gelatinosa. Segundo o relato,
o odor levantou a suspeita de que se tratava de sêmen. Outros alunos foram
chamados para avaliar a situação e teriam confirmado a mesma impressão.
Esperma boiando
Ainda abalada, a aluna registrou imagens e vídeos do
material encontrado e compartilhou com colegas. Após o término da atividade,
dirigiu-se à sala do corpo de alunos para relatar formalmente o ocorrido.
O depoimento detalha que o cantil havia sido deixado
inicialmente sobre uma mureta próxima ao local da instrução. Em dois momentos
distintos, o recipiente foi encontrado no chão, embora estivesse em posição
vertical, o que levantou suspeitas de manipulação intencional.
A estudante afirmou que, durante o período entre o
intervalo e o fim da instrução — aproximadamente entre 15h e 16h40 —, não
percebeu movimentações suspeitas próximas ao objeto, embora admita não ter
mantido vigilância constante. Segundo ela, apenas integrantes do pelotão e da
equipe de instrução circulavam pela área.
Assédio sexual
Após constatar a possível contaminação, a aluna
declarou que manteve o cantil sob sua posse em tempo integral, evitando nova
perda de contato com o objeto. A informação foi publicada primeiramente pelo
jornalista Ricardo Antunes e confirmada pela nossa coluna.
O caso ganha ainda mais relevância porque, cerca de
um mês antes, a mesma turma já havia sido alvo de denúncias envolvendo assédio
moral, sexual e ameaças. Essas acusações foram analisadas por instâncias
administrativas, mas acabaram arquivadas por falta de provas conclusivas.
A coluna Na Mira acionou o Corpo de Bombeiros em
Pernambuco para falar sobre as medidas que foram tomadas em relação à denúncia.
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco se manifestou após a repercussão da
denúncia sobre uma aluna que relatou ter encontrado sêmen em seu cantil durante
uma instrução na Academia de Bombeiros Militar dos Guararapes.
Em nota oficial, a corporação informou que adotou
medidas assim que tomou conhecimento do caso e que trabalha para esclarecer as
circunstâncias da ocorrência. O CBMPE também destacou que não compactua com
condutas que violem os princípios éticos e disciplinares da instituição.
Metrópoles

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