O município de Bento Fernandes chora a morte do
vereador Danilo Targino (MDB), aos 53 anos. O caso do parlamentar, que presidiu
a Câmara Municipal até 2024, provocou repercussão nas redes sociais após o
médico oncologista Thiago Carlos Rêgo denunciar publicamente o que classificou
como falta de assistência por parte da operadora Hapvida.
Danilo lutava contra um câncer de pâncreas que
evoluiu para metástase no fígado. Segundo o médico, ele aguardou por meses o
início da quimioterapia, mesmo após decisão judicial determinando o
fornecimento do medicamento.
Ao anunciar a morte do paciente, o oncologista
publicou uma nota de pesar e fez uma acusação direta nas redes sociais:,“Mais
uma vítima da Hapvida. Ele só queria mais uma chance de viver e cuidar da
família”.
Questionado sobre a afirmação, o médico explicou que
o tratamento foi sucessivamente adiado: “Paciente esperou meses pela
quimioterapia. A Hapvida protelou várias vezes. Descumpriu sentença. O câncer
se alastrou e o paciente não resistiu”.
Antes de morrer, Danilo Targino participou de um
vídeo com a esposa e o médico fazendo um apelo público para receber a
medicação. No registro, o oncologista relata que havia uma liminar judicial
determinando o fornecimento do remédio, mas, mesmo assim, o tratamento não
havia sido iniciado.
“É mais difícil lidar com os convênios do que tratar
o câncer”, afirmou o médico no vídeo, ao relatar que o paciente já enfrentava
dores intensas e utilizava doses elevadas de morfina.
No depoimento, o vereador descreveu o drama vivido
nos últimos meses.
“Eu fui portador de câncer de pâncreas, que deu
metástase no fígado. Faz mais de quatro meses que estou sem tratamento algum,
com dores horríveis. Não consigo dormir. Já estou na morfina, inclusive
injetável”.
Afirmou que buscava apenas ter acesso ao tratamento.
“Eu pago em dia, nunca atrasei uma prestação sequer. E quando eu precisei, que
é um direito meu, me negaram esse direito. Hoje eu estou lutando pela minha
vida”.
Blog do BG

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