A Polícia Federtal informou que Luiz Phillipi
Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, um dos presos na
Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4/3), tentou atentar
contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na
Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG).
A notícia é do Metrópoles. “Ao tomarem conhecimento
da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro
imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao
atendimento no local e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para
avaliação e atendimento médico”, informou a corporação em nota.
A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete
do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), e
entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.
Foi informado que será aberto procedimento apuratório para esclarecer as
circunstâncias do fato.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é
identificado nas investigações pelo apelido de “Sicário”. Segundo a Polícia
Federal, ele exerceria um papel importante na organização das atividades do
grupo. A decisão judicial descreve que ele seria responsável por coordenar
ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas
rivais ou críticas ao empresário.
Nas conversas analisadas pelos investigadores,
Mourão aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que
reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de
segurança.
As mensagens apreendidas indicam que a estrutura
teria financiamento mensal que chegaria a cerca de R$ 1 milhão, valor destinado
a custear as atividades de monitoramento e a remuneração dos integrantes
envolvidos.
Em diálogos citados na decisão do STF, Mourão afirma
que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e
posteriormente distribuídos entre os participantes da equipe.
Além de citar Mourão, a investigação aponta a participação
do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que também integraria
o grupo.
Para a Polícia Federal, a atuação da estrutura
sugere a existência de uma rede privada de vigilância e pressão, voltada a
coletar informações e acompanhar pessoas ligadas às investigações envolvendo o
Banco Master.
Com base nos elementos reunidos, o ministro André
Mendonça, do STF, autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e
apreensão contra os investigados na nova fase da operação. A decisão também
cita indícios de tentativa de interferência nas apurações, o que teria motivado
as medidas cautelares determinadas pela Corte.
As apurações fazem parte da terceira etapa da
Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem
de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos envolvendo integrantes do
grupo ligado ao banqueiro. Também foi determinado o bloqueio de bens, que podem
chegar a R$ 22 bilhões, além de medidas contra outros investigados citados no
processo.
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