Presidente da CPMI, o senador Carlos Viana reagiu de
maneira firme às acusações feitas por deputados do PT e disse que há distorção
no debate sobre uma suposta “blindagem” ao empresário Fabiano Zettel, apontado
como sócio de Daniel Vorcaro. A discussão veio à tona durante embates na
comissão, num momento em que a CPMI tenta avançar em requerimentos e medidas de
investigação, incluindo quebras de sigilo e análise de movimentações
financeiras.
Parlamentares da esquerda passaram a sustentar que
Viana estaria “blindando” Zettel por causa de uma suposta relação do empresário
com a igreja Lagoinha. As críticas também mencionam que a instituição religiosa
já teria recebido doações do próprio presidente da CPMI, o que, na narrativa
dos adversários, criaria um conflito e explicaria a resistência contra medidas
mais duras no caso.
Viana, porém, afirmou que a “verdade” é outra e que
o tema está sendo usado para gerar desgaste político e desinformação. Segundo o
senador, a quebra de sigilo de Fabiano Zettel chegou a ser formalmente colocada
em pauta e aprovada dentro da comissão. O presidente ressaltou que a medida não
deixou de avançar por decisão interna, mas porque foi suspensa por decisão do
ministro Flávio Dino.
“A quebra de sigilo foi pautada aqui e aprovada, mas
foi suspensa por decisão do ministro Flávio Dino”, disse Viana, ao responder
aos deputados do PT. A declaração reposiciona o foco da polêmica para o impacto
de decisões do STF no ritmo da CPMI, num cenário em que requerimentos aprovados
podem ser contestados e paralisados por decisões judiciais, aumentando a tensão
entre Congresso, governo e Supremo.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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