O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou
neste sábado (21) que não existe justificativa para a invasão de um país por
outro, nem com base na religião nem no direito internacional. A declaração foi
feita durante o I Fórum de Alto Nível Celac-África, realizado em Bogotá.
Segundo Lula, “não há, nem na Carta da ONU nem na
Bíblia, nada que diga que um presidente pode organizar a invasão de um país a
outro”, em crítica indireta a ações militares recentes no cenário global. A
fala ocorre em meio à escalada de conflitos internacionais.
O presidente também questionou a lógica de poder
entre as nações. “Quem tem mais dinheiro, quem tem mais canhão, se acha dono do
mundo?”, disse, ao defender uma ordem internacional mais equilibrada.
Durante o discurso, Lula voltou a defender o
respeito à soberania dos países e criticou guerras em andamento, como o
conflito na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio.
Para o petista, a paz é condição essencial para o
desenvolvimento, sobretudo em países mais pobres, que acabam sendo os mais
afetados pelos impactos econômicos e sociais dos conflitos armados.

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