O jornalista Carlos Andreazza levantou uma
comparação que voltou a circular nas redes ao comentar decisões do
ministro Alexandre de Moraes. Em análise publicada pelo Estadão,
Andreazza questiona o que chamou de “direito xandônico” ao tratar da
interpretação sobre mensagens apagadas em investigações.
Ele relembra o caso de Débora Rodrigues dos
Santos, quando Moraes afirmou que o fato de ela ter apagado mensagens
representaria “desprezo para com o Poder Judiciário e a ordem pública”,
classificando a atitude como ocultação de provas.
Andreazza então levanta a pergunta: se apagar
mensagens foi tratado como ocultação de provas naquele episódio, como
interpretar o fato de não existirem respostas de Moraes a mensagens enviadas
pelo banqueiro Daniel Vorcaro? Segundo ele, dentro da mesma lógica, a
ausência dessas mensagens poderia gerar o mesmo tipo de questionamento.
Na análise, o jornalista provoca: se, nesse
entendimento, a falta de mensagens pode virar indício, então a própria ausência
de respostas também poderia levantar dúvidas sobre ocultação de provas ou até
obstrução de Justiça. A reflexão foi publicada como comentário opinativo no
Estadão.

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