O avanço das investigações envolvendo o caso Master
e a relação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com personagens centrais do
escândalo levou uma aproximação improvável em Brasília. PT e partidos do
Centrão passaram a atuar nos bastidores para barrar a prorrogação da CPI do
INSS, cujo prazo termina nos próximos dias.
A avaliação no Congresso é de que o caso deixou de
atingir apenas o governo e passou a respingar também em lideranças do centro e
da direita, especialmente após a exposição de vínculos do banqueiro Daniel
Vorcaro com nomes influentes da política nacional. O efeito foi a convergência
de interesses para frear o avanço das investigações.
Nos bastidores, há pressão sobre parlamentares para
retirada de assinaturas do pedido de prorrogação, que já conta com apoio
suficiente. O requerimento está parado sob a responsabilidade do presidente do
Senado, Davi Alcolumbre, que resiste a dar andamento ao tema.
Enquanto isso, a CPI tenta sobreviver recorrendo ao
Supremo Tribunal Federal, em meio a um ambiente político cada vez mais
desfavorável. A judicialização, no entanto, irritou a cúpula do Congresso e
ampliou o desgaste em torno da comissão.
Com o calendário eleitoral se aproximando, cresce
entre lideranças a avaliação de que manter a CPI ativa pode gerar mais
prejuízos do que resultados, reforçando o movimento para esvaziar de vez os
trabalhos do colegiado.
O Globo

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