O volume de atividades turísticas no Rio Grande do
Norte registrou queda de 3,2% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de
2025. O resultado representa o terceiro mês consecutivo de retração no setor,
segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira
(13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Antes do resultado de janeiro, o turismo potiguar já
havia apresentado recuo de 4,5% em dezembro e de 2,8% em novembro. Os dados
fazem parte da série com ajuste sazonal, que considera variações típicas de
cada período do ano.
Na comparação com janeiro de 2025, o setor também
apresentou resultado negativo, com queda de 3,5%. Apesar disso, no acumulado
dos últimos 12 meses o desempenho segue positivo, com crescimento de 3,1% no volume
de atividades turísticas.
Entre os estados analisados, o Rio Grande do Norte
apresentou a terceira maior queda na passagem de dezembro para janeiro. O recuo
ficou atrás apenas do Paraná, que registrou queda de 9,4%, e de Pernambuco, com
retração de 8,1%. No total, oito dos 17 estados pesquisados apresentaram
resultados negativos no período.
No cenário nacional, o índice de atividades
turísticas caiu 1,1% em janeiro frente ao mês anterior, configurando o segundo
resultado negativo seguido para o segmento. Ainda assim, o setor permanece
11,6% acima do nível registrado em fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do pico da
série histórica.
O levantamento também aponta recuo no volume geral
de serviços no Rio Grande do Norte. Em janeiro de 2026, o setor caiu 2,0% em
relação a dezembro. O resultado sucede um período de estabilidade em dezembro
(0,0%) e quedas registradas em novembro (-1,4%) e outubro (-2,0%).
Apesar da retração mensal, na comparação com janeiro
do ano passado o setor de serviços apresentou leve crescimento de 0,5%. No
acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 2,5%.
No Brasil, o volume de serviços avançou 0,3% em
janeiro na comparação com dezembro, mantendo o setor no nível recorde da série
histórica. Segundo o IBGE, o segmento permanece 20,1% acima do patamar
registrado antes da pandemia de Covid-19.

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