O empresário Nelson Tanure renunciou ao conselho da
concessionária de energia do Rio de Janeiro, a Light. A decisão de Tanure
acontece após ele ser apontado como "sócio oculto" do Banco Master,
durante depoimento do gestor de fundos Vladimir Timerman, à CPI do Crime
Organizado, nesta semana.
Na avaliação do depoente, Vorcaro “era um
pau-mandado” dos verdadeiros donos do banco, que estariam ocultos. Mencionou as
suspeitas envolvendo o nome do empresário Nelson Tanure.
"O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu
acho que é o mais alto da hierarquia. O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma
pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para
ser a cara [do banco], para fazer as conexões políticas", disse Timerman.
Influencia na delação
Durante boa parte do depoimento, Timerman faz uma
série de acusações contra Tanure e afirma que o empresário disse até ter
práticas nazistas. Por outro lado, é bem verdade que não ser o real líder da
organização criminosa do Banco Master até ajudaria Daniel Vorcaro a ter mais
benefícios num eventual acordo de delação premiada.
Ameaças de morte
Timerman criticou a Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), Polícia Federal e Banco Central pela suposta demora na apuração das
fraudes. O convocado afirmou ter feito denúncias às autoridades desde 2019,
após ter investigado a situação do banco, preocupado com seus investimentos. A
Polícia Federal deflagrou as operações Compliance Zero e Carbono Oculto, para
investigar as fraudes, em 2025.
"Minhas denúncias acerca de Gafisa S.A. se
iniciaram em 2019, até 2021. A Gafisa S.A. é o laboratório de tudo. O inquérito
[na CVM] demorou 473 dias para ser aberto. O inquérito na polícia não anda.
Acho que todo mundo falhou", disse.
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