A arrecadação federal somou R$ 222,1 bilhões em
fevereiro, recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1995,
segundo informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O valor representa
alta real de 5,68% em relação a fevereiro de 2025.
No acumulado do ano, a arrecadação chegou a R$ 550,1
bilhões no primeiro bimestre, outro recorde, com alta de 4,4% sobre 2025.
As receitas administradas pelo Fisco somaram R$
215,2 bilhões (+6,17%), enquanto as de outros órgãos totalizaram R$ 7,19
bilhões (-7,46%).
O resultado foi impulsionado principalmente pelo
Imposto sobre Operações Financeiras, que arrecadou R$ 8,7 bilhões, alta de
35,7%. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital somou
R$ 11,6 bilhões (+19,4%), com destaque para títulos de renda fixa.
O Imposto sobre Produtos Industrializados também
cresceu, passando de R$ 4,1 bilhões para R$ 4,5 bilhões (+10%). PIS e Cofins,
impulsionados pelo setor de serviços, somaram R$ 47,7 bilhões (+8,45%). A meta
fiscal de 2026 prevê superávit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB).
O recorde na arrecadação está relacionado com o
crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos
anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT).
Relembre alguns aumentos de impostos:
- alta
na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores”
(exterior);
- mudanças
na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
- aumento
de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;
- imposto
sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
- reoneração
gradual da folha de pagamentos;
- fim
de benefícios para o setor de eventos (Perse);
- início
da taxação das bets;
- aumento
do IOF sobre crédito e câmbio;
- alta
na tributação dos juros sobre capital próprio.
Com informações de g1 e Poder 360

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