A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na
quinta-feira (26), a primeira fase da “Operação Setentrião”, com o objetivo de
reprimir, de forma qualificada, integrantes de uma organização criminosa armada
com atuação na cidade de Caicó.
Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de prisão
contra seis suspeitos, além da condução de uma mulher para cumprimento de
medida cautelar diversa da prisão, consistente no uso de tornozeleira
eletrônica. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão domiciliar,
que resultaram na apreensão de maconha, skank, crack e cocaína, além de
apetrechos utilizados no tráfico de drogas, como balanças de precisão e
invólucros, além de dinheiro em espécie.
Durante as diligências, dois suspeitos foram presos
em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e interferência nas
investigações relacionadas à atuação de organização criminosa. Um terceiro
suspeito, adolescente, está sendo procurado após a apreensão de entorpecentes
em sua residência. Além disso, dois veículos, com indícios de aquisição com
recursos provenientes do tráfico de drogas, foram apreendidos.
A segunda fase da operação ocorreu nas primeiras
horas da manhã desta sexta-feira (27), com o cumprimento de três mandados de
prisão preventiva, dez mandados de busca e apreensão e a condução de quatro
pessoas para aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo o
uso de tornozeleira eletrônica.
O Poder Judiciário, por meio da Unidade Judiciária
de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM), determinou ainda o bloqueio
de aproximadamente R$ 1 milhão em contas bancárias suspeitas de serem
utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa
investigada.
A ação contou com a participação de cerca de 80
policiais civis de diversas unidades do estado. Ao final das duas fases, foram
cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, cinco medidas cautelares com uso de
tornozeleira eletrônica e 25 mandados de busca e apreensão domiciliar.
O nome da operação faz referência a “Setentrião”,
termo ligado à mitologia grega, representado por Bóreas, o vento do norte,
caracterizado como forte e frio. A denominação simboliza a ação de repressão
qualificada contra integrantes de facção criminosa atuante na zona norte de
Caicó, envolvidos em crimes graves, como homicídios, tráfico de drogas, roubos,
corrupção de menores e lavagem de dinheiro.

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