O Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou
um procedimento para investigar a situação da Escola Estadual Gilney de Souza e
de um prédio do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e
Inovação (IERN) no município de São Miguel.
A apuração foi iniciada pela Promotoria de Justiça
local após o monitoramento de publicações em redes sociais que relatavam
problemas estruturais na unidade de ensino. O foco é o contraste entre a
precariedade da escola atual e a existência de uma obra pública nova sem
utilização.
Escola enfrenta superlotação
A Escola Estadual Gilney de Souza atende turmas de
Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), com quase 800 alunos
matriculados neste ano.
Segundo os relatos analisados pelo MPRN, a unidade
enfrenta superlotação e falta de espaço físico adequado, o que compromete o
desenvolvimento das atividades pedagógicas. Os estudantes estariam em um
ambiente sem a estrutura mínima necessária para o aprendizado.
Prédio do IERN está sem uso
Em contrapartida, o município possui um prédio
construído para o IERN com estrutura moderna, incluindo laboratórios,
biblioteca e espaços completos para ensino.
De acordo com as informações levantadas, a obra foi
concluída há cerca de dois anos, mas o prédio permanece sem funcionamento.
Órgãos têm prazo para esclarecimentos
O MPRN enviou ofício à direção da escola, que deverá
informar, no prazo de dez dias úteis, o número exato de alunos, a metragem das
salas e os impactos da falta de espaço no cotidiano escolar. A unidade também
deve esclarecer se já solicitou melhorias à Secretaria de Educação.
Já a Secretaria Estadual de Educação foi acionada
para prestar informações em até 15 dias úteis. O órgão deverá explicar os
motivos da inatividade do prédio do IERN e apresentar um cronograma para o
início das atividades no local.
Além disso, o Ministério Público quer saber se há
viabilidade de transferir imediatamente os estudantes da Escola Gilney de Souza
para o novo prédio.
Perícia técnica será realizada
A Promotoria também requisitou uma perícia técnica
da Central de Apoio Técnico Especializado (Cate) do MPRN. A equipe fará
vistorias presenciais para avaliar se a escola atende aos parâmetros do
Ministério da Educação.
A análise também deve verificar se o prédio do IERN
possui condições de segurança e habitabilidade, além de capacidade para
absorver a demanda de alunos e professores da unidade atualmente superlotada.

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