A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o
Lulinha, vai sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizou seu
nome sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes,
conhecido como Careca do INSS. A estratégia é afastar o empresário do suposto
esquema revelado por delações de ex-integrantes do alto escalão do Instituto
Nacional do Seguro Social.
A informação é da colunista Andreza Matais,
do Metrópoles. O caso está sob relatoria do ministro André
Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a quebra dos sigilos
bancário, fiscal e telefônico de Lulinha. Documentos apontam que ele viajou com
o Careca do INSS em novembro do ano passado, em deslocamento pago pelo
operador. A defesa inicialmente negou que tivessem viajado juntos, mas, diante
dos registros das passagens, passou a afirmar que não houve fechamento de
negócios.
Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa
pretende atribuir responsabilidades ao sócio Kalil Bittar e à
publicitária Danielle Miranda Fonteles, reforçando que o nome de Lulinha
teria sido usado para abrir portas sem seu consentimento.
Segundo a Polícia Federal, Luchsinger teria
intermediado tratativas envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único
de Saúde e integraria o núcleo político da organização investigada.
Mendonça negou pedido de tornozeleira eletrônica, mas determinou a entrega do
passaporte e proibiu sua saída do país.
Em despacho, o ministro citou mensagem de áudio
enviada pela lobista ao Careca do INSS com menção a Lulinha e referência a
antigos boatos envolvendo a marca Friboi. A defesa afirma que ele não
participou de negociações ilícitas e que seu nome foi explorado por terceiros,
enquanto as investigações seguem em andamento.

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