quinta-feira, 5 de março de 2026

Lulinha pagou R$ 750 mil para Kalil Bittar, alvo da PF por lobby no MEC

 


O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, repassou um total de R$ 750 mil para o empresário Kalil Bittar entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Todos os pagamentos, realizados mensalmente, foram no valor de R$ 50 mil.

O último pagamento de Lulinha ocorreu em 27 de outubro de 2025. No mês seguinte, Kalil Bittar foi um dos alvos da Polícia Federal na operação Coffee Break, que investigou desvio de recursos no Ministério da Educação (MEC).

Até maio passado, essas transferências eram feitas geralmente a cada dois meses. A partir de maio, passaram a ser mensais.

Os pagamentos foram feitos para uma conta de Kalil aberta em uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro do Brás, em São Paulo.

Para a Polícia Federal, Kalil Bittar fez lobby junto ao Ministério da Educação para que a pasta liberasse recursos para prefeituras do interior de São Paulo, como Sumaré, Limeira e, principalmente, Hortolândia.

Essas prefeituras então contrataram a Life Tecnologia, empresa que fornecia livros didáticos e kits de ensino de robótica superfaturados — os contratos estariam até 35 vezes acima do valor de mercado.

Ele teria atuado em conjunto com Carla Ariane Trindade, ex-mulher de outro filho de Lula, Marcos Cláudio Lula da Silva.

Como mostrou a coluna, a Life Tecnologia aumentou o próprio capital em 113 vezes, de apenas R$ 300 mil para R$ 34 milhões, em menos de dois anos.

Metrópoles

 

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