A Lua de Sangue voltará a chamar atenção na próxima
terça-feira (3), com a ocorrência de um novo eclipse lunar. O fenômeno acontece
quando Sol, Terra e Lua se alinham de forma precisa. No entanto, desta vez, o
Brasil não estará na melhor posição para acompanhar o espetáculo completo.
Segundo o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves,
diretor do Observatório do Valongo, a Terra se coloca entre o Sol e a Lua.
Assim, a Lua entra na sombra projetada pelo planeta. Conforme ele explica, no
eclipse parcial vemos a sombra avançando sobre o disco lunar, como se fosse uma
“mordida” escurecendo a Lua cheia.
Já na fase total ocorre o efeito mais aguardado. A
luz do Sol não chega diretamente à superfície lunar; porém, atravessa a
atmosfera terrestre. Dessa forma, apenas a parte vermelha da luz alcança a Lua,
enquanto a azul se dispersa. Por isso, a coloração avermelhada justifica o
apelido popular de Lua de Sangue.
Embora o fenômeno desperte curiosidade, a maior
parte do território brasileiro verá apenas o eclipse penumbral. Segundo a
astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, essa fase provoca
apenas um leve escurecimento, difícil de perceber a olho nu. Em cidades
como São Paulo e Brasília, o eclipse ocorrerá por volta das 6h,
com a Lua baixa no horizonte oeste e próxima ao nascer do Sol. Portanto, a
observação ficará ainda mais prejudicada.
Por outro lado, a situação melhora no extremo Norte.
No Acre, por exemplo, será possível acompanhar parte do eclipse parcial a
partir das 5h, com máximo de encobrimento próximo das 5h45. Ainda assim, quando
a fase total começar, a Lua já terá se posto no Brasil. Conforme o cronograma
oficial (horário de Brasília), o eclipse penumbral inicia às 5h44; depois, o
parcial começa às 6h50; finalmente, a totalidade ocorre entre 8h04 e 9h02 —
etapa não visível no país. Enquanto isso, regiões do Pacífico, como a Nova
Zelândia, terão visão privilegiada do fenômeno completo.

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