O número de brasileiros inadimplentes cresceu de
forma expressiva na última década, com um aumento de 22,7 milhões de pessoas.
Segundo dados da Serasa Experian, o total saltou de 59 milhões em 2016
para 81,7 milhões em 2026, um avanço de 38,4%, bem acima do crescimento da
população no mesmo período.
O levantamento aponta que as dívidas estão
concentradas principalmente em bancos e financeiras, responsáveis por 47,1% dos
débitos. Em seguida aparecem contas básicas, como água e energia, com 21,4%, além
de serviços, varejo e telefonia. O estudo também mostra que 42% dos
inadimplentes já enfrentavam restrições há dez anos, indicando um ciclo
persistente de endividamento.
Dados do Banco Central do Brasil reforçam
o cenário preocupante. O endividamento das famílias chegou a 49,7% em 2025,
enquanto o comprometimento da renda atingiu 29,2%. O presidente da
instituição, Gabriel Galípolo, destacou o peso do cartão de crédito,
especialmente do rotativo, que pode ter juros extremamente elevados.
O avanço da inadimplência também entrou no radar do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem tratado o tema com
frequência. O petista apontou uma contradição entre o baixo desemprego e o
aumento das dívidas, afirmando que o governo busca alternativas para reduzir a
pressão sobre as famílias.
Especialistas indicam que o problema é estrutural e
envolve fatores como juros altos, custo de vida e acesso ao crédito. A
tendência, segundo analistas, é que o tema ganhe ainda mais peso no debate
econômico e político nos próximos meses.
Com informações do Metrópoles

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