A CPI do Crime Organizado convocou o governador do
Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para depor. A convocação era inevitável.
Ibaneis é o elo mais visível entre o poder político e o rombo do Master. Foi
ele quem autorizou o BRB, banco estatal do DF, a comprar R$ 12,1 bilhões em
títulos podres do Master.
O BRB agora não consegue publicar o balanço, pediu
prazo ao Banco Central e solicitou R$ 4 bilhões ao FGC para sobreviver.
O escritório de advocacia de Ibaneis recebeu R$ 85,5
milhões do Master e de fundos ligados à Reag. Cláudio Castro, ex-governador do
Rio também convocado, tinha o mesmo problema: a Rioprevidência, fundo de
servidores cariocas, comprou quase R$ 1 bilhão em papéis podres do Master.
O STF tentou travar a CPI em vários momentos. Mas a
convocação de Ibaneis passou. E agora o governador que quebrou um banco de 60
anos para salvar Vorcaro vai ter que sentar na cadeira e explicar o que fez com
o dinheiro do povo do Distrito Federal.

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