O governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva adotou uma nova estratégia nos bastidores: se afastar do Supremo
Tribunal Federal diante do avanço das investigações sobre o Caso Master,
evitando desgaste político em meio à crise.
Auxiliares do Planalto afirmam que não haverá
qualquer tentativa de blindar ministros como Alexandre de Moraes e Dias
Toffoli, defendendo que cabe aos próprios citados esclarecerem os fatos. A
avaliação interna é de que o governo precisa adotar um discurso de
independência institucional para conter danos à imagem.
O argumento ganha força com a inclusão do
empresário Fábio Luís Lula da Silva nas investigações, por sua
relação com o lobista conhecido como “Careca do INSS”. Integrantes do governo
dizem que, diante disso, não há espaço para interferência nas apurações
conduzidas pela Polícia Federal.
Apesar da movimentação interna, o Planalto evita,
por ora, declarações públicas de distanciamento. Há preocupação de que críticas
ao STF acabem ampliando a crise, especialmente após a proximidade construída
entre governo e Corte desde os atos de 8 de Janeiro.
Nos bastidores, a avaliação é de que o escândalo
ainda terá novos desdobramentos e deve impactar o cenário político até as
eleições, levando o governo a reforçar a narrativa de que o caso teve origem em
gestões anteriores e que as investigações devem seguir sem interferências.
Com informações do jornal O Globo

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