O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal
Federal), definiu como "vexame" o vazamento de dados e conversas
íntimas durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.
A informação é da CNN. O magistrado disse ainda que
parlamentares deveriam se desculpar pelo ocorrido.
"Mas o problema maior é depois a falta de total
escrúpulo. Porque se divulga, confiada na impunidade. Tem pessoas já velhas,
com mais de 60 anos entrando na sala-cofre para depois ficar contando coisa que
nada tem a ver com a investigação", declarou.
"Isso é indigno. Não é bom para os senhores,
para o parlamento, para as instituições. Os senhores não pediram desculpas
ainda por esse episódio lamentável!", completou o magistrado.
A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (26),
durante o julgamento no plenário da Corte, que analisa a decisão do ministro
André Mendonça sobre a prorrogação da CPMI do INSS. O relator foi o primeiro a
votar e já se manifestou pelo referendo da liminar, propondo a prorrogação do
colegiado por 60 dias.
Ao pedir a palavra durante o voto do ministro
Alexandre de Moraes, Gilmar afirmou que não existe quebra de sigilo em bloco
sem individualização ou justificativa adequada, como ocorreu na comissão. O
magistrado disse, ainda, que as informações foram divulgadas "confiadas na
impunidade" dos parlamentares.
Não é a primeira vez que o decano sobe o tom e
critica os vazamentos. No início de março, Gilmar afirmou que a exposição de
conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma "gravíssima
violação ao direito à intimidade".
A declaração foi feita nas redes sociais do
ministro, ao comentar reportagem sobre a intenção da empresária Martha Graeff
de acionar a Justiça após a divulgação de mensagens com Daniel Vorcaro.

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