O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste
domingo (22), em João Pessoa (PB), que classificaria facções criminosas como
organizações terroristas caso fosse presidente da República.
“Se eu fosse o presidente da República, facções já
tinham sido declaradas como terroristas e o Brasil estaria assinando acordo de
cooperação para prender esses marginais e libertar o povo”, disse.
A proposta inclui grupos como o Comando Vermelho
(CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), e segue linha defendida pelo
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que avalia adotar essa
classificação para organizações criminosas estrangeiras .
Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. “Ele (Lula) tinha que ter combatido de verdade as organizações
criminosas que passaram a ser transnacionais e ele fica com essa mentira de que
o Trump vai intervir no Brasil”, afirmou.
“Ele acha que o Trump vai fazer igual fez com o
Nicolás Maduro, vai pegar o Lula e vai levar pra Washington. Isso não existe,
isso não está na mesa. É uma tentativa de implementar o terror no povo
brasileiro porque ele é incompetente”, concluiu.
A discussão ocorre em meio à possibilidade de os EUA
classificarem PCC e CV como organizações terroristas, o que permitiria medidas
como bloqueio de recursos, restrições a integrantes e ampliação da cooperação
internacional no combate ao crime .
Para o governo Lula, a possível medida é vista como
risco à soberania nacional e deve ser tratada no campo diplomático.

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