O governo do presidente Donald Trump estuda
a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na chamada Lei
Magnitsky.
A informação é da colunista Andreza Matais, do
portal Metrópoles. Moraes chegou a ser sancionado pelo
governo dos Estados Unidos em julho de 2025, medida que impôs restrições para
uso de serviços de empresas americanas e determinou o congelamento de eventuais
ativos e propriedades vinculadas ao ministro no país. A punição também foi
estendida à advogada Viviane Barci de Moraes e a uma empresa ligada a
ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos. As sanções foram suspensas em
dezembro do mesmo ano.
De acordo com informações obtidas junto a fontes
ligadas ao governo americano, a possibilidade de retomar as punições voltou a
ser discutida nos últimos meses dentro da administração Trump. O acompanhamento
da atuação de Moraes estaria sob responsabilidade de Darren Beattie,
assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Recentemente, Moraes autorizou Beattie a visitar o
ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em uma ala do Complexo
da Papuda, em Brasília. A visita faz parte da agenda do representante americano
na capital federal, onde também deve se reunir com políticos de oposição.
Nos bastidores, uma das principais fontes de tensão
entre Moraes e o governo Trump envolve a relação do ministro com grandes
empresas de tecnologia dos Estados Unidos, conhecidas como “Big Techs”. Em
2024, Moraes determinou a suspensão da rede social X no Brasil por 39
dias, após disputas judiciais com a plataforma controlada pelo empresário Elon
Musk.
A visão do ministro sobre a regulação das
plataformas digitais também é alvo de críticas nos EUA. Em seu livro Democracia
e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista, lançado em
2024, Moraes defende a criação de regras mais rígidas para responsabilizar
empresas de redes sociais por conteúdos impulsionados por seus algoritmos. O
governo americano avalia que esse tipo de abordagem pode representar riscos à
liberdade de expressão e influenciar debates jurídicos em outros países.

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