O empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo
turno apontado por pesquisa da Genial/Quaest provocou reações
distintas nas duas pré-campanhas para as eleições presidenciais.
Nos bastidores, aliados de Lula admitem que o
governo teve um “cochilo” neste início de ano eleitoral. A avaliação é que o
Palácio do Planalto falhou em criar uma agenda positiva e acabou abrindo espaço
para que o adversário ganhasse terreno no debate político.
Segundo interlocutores ouvidos pela CNN
Brasil, o governo também não conseguiu reagir com força às crises
exploradas pela oposição, como o escândalo envolvendo descontos irregulares
no Instituto Nacional do Seguro Social e a fraude financeira
associada ao Banco Master.
De acordo com a pesquisa mais recente, Flávio
Bolsonaro aparece com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno,
empatado numericamente com Lula. No levantamento anterior, realizado em
fevereiro, o petista tinha 43% contra 38% do senador.
Entre aliados do presidente, a estratégia agora
seria reagir em duas frentes: enquanto o governo tenta fortalecer ações
positivas na gestão, o Partido dos Trabalhadores deve intensificar
críticas ao senador, que tem buscado construir uma imagem mais moderada do que
a do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já no entorno de Flávio Bolsonaro, a leitura é de
que a estratégia adotada pelo parlamentar começa a surtir efeito. Aliados
avaliam que o crescimento nas pesquisas reflete justamente um discurso
considerado menos radical e o aumento da visibilidade nacional desde que seu
nome passou a ser tratado como principal representante do bolsonarismo na
disputa presidencial.
A pré-campanha do senador também comemora o avanço
entre eleitores independentes e entende que o resultado reforça a viabilidade
eleitoral da candidatura. Nos próximos dias, Flávio Bolsonaro deve iniciar uma
série de viagens pelo país, com agendas previstas no Nordeste e no Sul.
Com informações da CNN

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