Um relatório do Conselho de Controle de
Atividades Financeiras identificou movimentações financeiras consideradas
atípicas em uma conta vinculada ao escritório de advocacia da advogada Katcha
Valesca de Macedo Buzzi, esposa do ministro Marco Buzzi, atualmente
afastado do Superior Tribunal de Justiça por acusações de assédio
sexual.
De acordo com o documento, o escritório é
classificado como “reincidente” em alertas e apresentou movimentações muito
acima da capacidade financeira declarada. Enquanto registros antigos indicavam
uma média mensal de cerca de R$ 58 mil, a conta chegou a movimentar mais de R$
1,3 milhão por trimestre, com um pico de R$ 2,6 milhões em apenas um mês.
O Coaf também destacou resistência por parte dos
responsáveis em fornecer documentos e esclarecer a origem dos recursos. Segundo
o relatório, os sócios evitavam contato e não apresentavam informações
solicitadas pelas instituições financeiras, o que aumentou o nível de alerta.
Entre as operações analisadas, chamou atenção uma
transferência de cerca de R$ 2,9 milhões feita pelo Banco Pan ao
escritório, além de um repasse superior a R$ 500 mil a uma empresa de
consultoria que já apareceu em investigações relacionadas a suspeitas de
lavagem de dinheiro.
Em nota, a defesa de Katcha Buzzi afirmou que ela
deixou a sociedade do escritório há cerca de um ano e que não tinha acesso à
gestão financeira. Também alegou que a relação entre advogados e clientes é
protegida por sigilo e que eventual quebra dessas informações sem autorização
judicial seria ilegal.
O caso se soma a outras citações recentes envolvendo
pessoas próximas ao ministro, ampliando a pressão sobre o magistrado, que já é
alvo de apurações no Conselho Nacional de Justiça. Até o momento, não há comprovação
de envolvimento direto de ministros em irregularidades, segundo investigações
em curso.
Com informações do Estadão

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