O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou o
desembargador de Mato Grosso Dirceu dos Santos, investigado por suposta venda
de sentenças. O magistrado foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta
segunda-feira (2/3).
A notícia é do Metrópoles. Segundo as investigações
do CNJ, Dirceu é suspeito de receber vantagens indevidas para proferir decisões
favoráveis a terceiros, entre empresários e advogados.
As suspeitas surgiram após a quebra dos sigilos
bancário e fiscal do desembargador. A apuração indicou que o aumento do
patrimônio dele não é compatível com os rendimentos declarados ao longo da
carreira na magistratura.
Os dados indicam que o magistrado movimentou R$ 14,6
milhões em bens nos últimos cinco anos. A análise do CNJ, com base nas
declarações de Imposto de Renda, identificou variação patrimonial a descoberto,
especialmente entre 2021 e 2023 — período em que os ilícitos teriam ocorrido.
“Apenas neste último ano, a diferença entre o
incremento patrimonial e seus rendimentos licitamente auferidos alcançou o
patamar de R$ 1.913.478,48”, informou o CNJ.
O afastamento foi determinado pelo corregedor
nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
Operação
A PF cumpriu diligências na sede do Tribunal de
Justiça de Mato Grosso com o objetivo de recolher documentos e equipamentos
eletrônicos.
O material recolhido pelos investigadores será
periciado e, posteriormente, entregue pela PF ao CNJ.

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