Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na
manhã desta quarta-feira (25/3) em três estados cumpre 43 mandados de busca e
apreensão e 21 de prisão preventiva com o objetivo de desarticular um esquema
de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e crimes de estelionato e
lavagem de dinheiro.
Entre os alvos, estão Rafael Góis (foto de
destaque), CEO do Grupo Fictor, e Luiz Rubini, que foi sócio do grupo que atua
nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e se envolveu
no escândalo do Banco Master ao tentar comprar a instituição de Daniel Vorcaro
antes de liquidação pelo Banco Central (BC), em novembro.
Os mandados, expedidos pela Justiça Federal
paulista, são cumpridos em municípios dos estados de São Paulo (Rio Claro,
Americana e Limeira), do Rio de Janeiro e da Bahia. Também foi determinado o
bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o
limite de R$ 47 milhões.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o
rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e
fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
A investigação que resultou na Operação Fallax teve
início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado
voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da
cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de
empresas para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.
De acordo com as apurações, a organização utilizava
empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos
recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados
falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas.
Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de alto valor e
criptoativos, dificultando o rastreamento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de
organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão
fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema
financeiro nacional, cujas penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
Metrópoles

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