O Congresso Nacional aprovou um projeto que permite
a servidores da Câmara e do Senado receberem valores acima do teto
constitucional, os chamados “supersalários”.
Os pagamentos incluem benefícios extras — os
chamados penduricalhos — e reacenderam o debate sobre impacto fiscal.
Especialistas alertam que a falta de limites pode gerar forte pressão nas
contas públicas.
Estudo do instituto República.org estima que a
revisão dessas regras poderia economizar R$ 186,4 bilhões em 10 anos e até R$
578 bilhões em 20 anos.
O levantamento aponta que grande parte dos gastos
vem de pagamentos retroativos, comuns no Judiciário e no Ministério Público. Só
entre 2023 e 2024, o MP distribuiu R$ 2,9 bilhões desse tipo de verba.
Nos 12 meses até julho de 2025, os gastos com
supersalários chegaram a R$ 20 bilhões — mais de 20 vezes o valor registrado
pela Argentina no mesmo período.

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