A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação,
propaganda e uso de todos os lotes do produto palmito em conserva da marca
Palmito Lemos. A medida foi publicada nesta segunda-feira (2) no Diário Oficial
da União (DOU).
Segundo a resolução, a decisão foi motivada
por irregularidades constatadas em Relatório de Inspeção Sanitária
emitido pela Vigilância Sanitária de Pariquera-Açu (SP). De acordo com o
documento, a empresa BR Indústria de Alimentos Limitada, fabricante do produto,
operava sem licença sanitária e sem comprovação das Boas Práticas de
Fabricação. A Anvisa também apontou as seguintes falhas:
- Ausência
de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC);
- Inexistência
de controles de qualidade e garantia;
- Falta
de registro dos lotes produzidos;
- Ausência
de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs);
- Ausência
de registro de acidificação do palmito, conforme o padrão de identidade e
qualidade exigido.
Diante das irregularidades encontradas, houve a
suspensão da venda e da fabricação dos produtos, além da interdição total do
estabelecimento e de seus produtos.
Fundamentação legal
Segundo a Anvisa, a empresa infringiu dispositivos do
Decreto-Lei nº 986/1969, que estabelece normas básicas sobre alimentos no
Brasil.
- Artigo
46: trata das infrações relacionadas à fabricação e comercialização de
alimentos em desacordo com as normas sanitárias;
- Inciso
II do artigo 48: prevê penalidades como apreensão e interdição para
estabelecimentos que funcionem irregularmente.
A medida também tem como base o inciso XV do artigo
7º da Lei nº 9.782/1999, que atribui à Anvisa a competência para interditar
estabelecimentos e proibir a fabricação e comercialização de produtos que
apresentem risco à saúde pública.
Posicionamento da empresa
Ao SBT News, um responsável pela empresa, que
fica localizada na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, afirmou que a
fabricante segue todos os padrões exigidos para fabricação e conservação do
palmito. Segundo ele, a marca já teria regularizado todos os documentos
necessários para o funcionamento das atividades.
O representante informou ainda que pretende
buscar a reversão da decisão administrativa e afirmou acreditar que a medida
tenha sido motivada por denúncia sem provas feita por comerciantes concorrentes.
A resolução publicada pela Anvisa já está em vigor.

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