segunda-feira, 2 de março de 2026

A nova pesquisa presidencial do Datafolha

 


O Datafolha entra em campo entre terça-feira e quinta-feira para medir as intenções de voto  na eleição para a Presidência da República. Será a primeira pesquisa do instituto neste ano. O resultado será divulgado na quinta-feira, à tarde.

Serão 2.004 eleitores entrevistados presencialmente. A pesquisa foi encomendada pela "Folha de S. Paulo" a um custo de R$ 307,6 mil. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

É também o primeiro Datafolha feito após o polêmico desfile da Acadêmicos de Niterói, no enredo que homenageou Lula e ironizou as famílias conservadoras — algo tido no próprio PT como desastroso. E o primeiro depois do ato de hoje em São Paulo em que Flávio Bolsonaro discursou.

O resultado será chave para avaliar se o momento de Lula é de mesmo de queda e o de Flávio Bolsonaro de alta.

O questionário do Datafolha inicia querendo saber se o entrevistado sabe que neste ano haverá eleições. E, em seguida, em quem ele pretende votar. A resposta será espontânea.

Segue com o pesquisador mostrando uma relação com cinco cenários e nomes de nove possíveis candidatos (Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ratinho Jr., Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad) — e repete a pergunta: em quem o entrevistado votaria?

Para cada um dos nomes relacionados, o entrevistado terá que responder se o conhece pouco ou muito e se em quais "não votaria de jeito nenhum".

Em seguida, om Datafolha traça diversos cenários de uma disputa de segundo turno. 

A pesquisa também medirá a aprovação de Lula e como a população vê as recentes polêmicas do STF, como perguntas como essas: "Os ministros do STF deveriam ter permissão para serem sócios de empresas durante o exercício do cargo", "Ministros do STF deveriam poder receber pagamentos por palestras e conferências em eventos organizados por empresas ou instituições privadas" e "É aceitável que um ministro do STF julgue causas que envolvam clientes de seus parentes, quando a defesa não estiver sendo exercida pelo parente", entre outras.

O questionário também incluirá perguntas sobre o fim da escala 6 x 1, economia e sobre o desfile em homenagem a Lula no Sambódromo.

No último Datafolha, divulgado no início de dezembro, Lula liderava com folga em todos os cenários eleitorais. Contra Flávio, por exemplo, vencia por 41% a 18% num segundo turno — mas àquela altura o filho de Jair Bolsonaro não havia sido ainda lançado oficialmente como o candidato do bolsonarismo à Presidência.

Lauro Jardim - O Globo

 

 

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