O Datafolha entra em campo entre terça-feira e
quinta-feira para medir as intenções de voto na eleição para a
Presidência da República. Será a primeira pesquisa do instituto neste ano. O
resultado será divulgado na quinta-feira, à tarde.
Serão 2.004 eleitores entrevistados presencialmente.
A pesquisa foi encomendada pela "Folha de S. Paulo" a um custo de R$
307,6 mil. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
É também o primeiro Datafolha feito após o polêmico
desfile da Acadêmicos de Niterói, no enredo que homenageou Lula e ironizou as
famílias conservadoras — algo tido no próprio PT como desastroso. E o primeiro
depois do ato de hoje em São Paulo em que Flávio Bolsonaro discursou.
O resultado será chave para avaliar se o momento de
Lula é de mesmo de queda e o de Flávio Bolsonaro de alta.
O questionário do Datafolha inicia querendo saber se
o entrevistado sabe que neste ano haverá eleições. E, em seguida, em quem ele
pretende votar. A resposta será espontânea.
Segue com o pesquisador mostrando uma relação com
cinco cenários e nomes de nove possíveis candidatos (Lula, Flávio Bolsonaro,
Romeu Zema, Ratinho Jr., Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo
Rebelo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad) — e repete a pergunta: em quem o
entrevistado votaria?
Para cada um dos nomes relacionados, o entrevistado
terá que responder se o conhece pouco ou muito e se em quais "não votaria
de jeito nenhum".
Em seguida, om Datafolha traça diversos cenários de
uma disputa de segundo turno.
A pesquisa também medirá a aprovação de Lula e como
a população vê as recentes polêmicas do STF, como perguntas como essas:
"Os ministros do STF deveriam ter permissão para serem sócios de empresas
durante o exercício do cargo", "Ministros do STF deveriam poder
receber pagamentos por palestras e conferências em eventos organizados por
empresas ou instituições privadas" e "É aceitável que um ministro do
STF julgue causas que envolvam clientes de seus parentes, quando a defesa não
estiver sendo exercida pelo parente", entre outras.
O questionário também incluirá perguntas sobre o fim
da escala 6 x 1, economia e sobre o desfile em homenagem a Lula no Sambódromo.
No último Datafolha, divulgado no início de
dezembro, Lula liderava com folga em todos os cenários eleitorais. Contra
Flávio, por exemplo, vencia por 41% a 18% num segundo turno — mas àquela altura
o filho de Jair Bolsonaro não havia sido ainda lançado oficialmente como o
candidato do bolsonarismo à Presidência.
Lauro Jardim - O Globo

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