A investigação da CPMI descortinou como o crime
organizado "capturou" a alta gestão do INSS e do Ministério da
Previdência Social.
Servidores de carreira em postos-chave, como o
ex-Procurador-Geral Virgílio Oliveira Filho e o ex-Diretor de Benefícios André
Fidelis, agiram deliberadamente para manter ativos os acordos com entidades
fraudulentas.
O esquema funcionava através da emissão de pareceres
técnicos que ignoravam alertas da CGU e do TCU sobre a explosão de descontos
não autorizados.
Em troca, dirigentes recebiam propinas que chegavam
a 30% do valor desviado, ocultadas por meio de empresas em nome de familiares.
A organização chegou a influenciar a nomeação de
superintendentes para garantir que auditorias internas fossem paralisadas,
permitindo que a fraude continuasse operando mesmo após ser denunciada pela
imprensa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário