sábado, 28 de março de 2026

A captura do Estado: Como servidores públicos blindaram a fraude

 


A investigação da CPMI descortinou como o crime organizado "capturou" a alta gestão do INSS e do Ministério da Previdência Social.

Servidores de carreira em postos-chave, como o ex-Procurador-Geral Virgílio Oliveira Filho e o ex-Diretor de Benefícios André Fidelis, agiram deliberadamente para manter ativos os acordos com entidades fraudulentas.

O esquema funcionava através da emissão de pareceres técnicos que ignoravam alertas da CGU e do TCU sobre a explosão de descontos não autorizados.

Em troca, dirigentes recebiam propinas que chegavam a 30% do valor desviado, ocultadas por meio de empresas em nome de familiares.

A organização chegou a influenciar a nomeação de superintendentes para garantir que auditorias internas fossem paralisadas, permitindo que a fraude continuasse operando mesmo após ser denunciada pela imprensa.

 

 

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