O senador Rogério Marinho (PL-RN) usou seu tempo na
CPMI do INSS para traçar um histórico do que chamou de aproximação entre o
Banco Master e integrantes do PT da Bahia, citando o ministro da Casa Civil,
Rui Costa, e episódios ligados ao consignado de servidores estaduais.
Na fala, o senador disse que o “ovo da serpente” do
Banco Master teria sido “gestado” na Bahia, estado governado há anos pelo PT.
Ele afirmou que a situação seria “digna de uma série de Netflix” e acusou o
governo baiano de ter se organizado para “roubar” servidores públicos, termos
usados por ele no microfone. Marinho ainda vinculou a crítica ao cenário de
violência e crime organizado no estado, atribuindo responsabilidade à gestão
petista.
Como exemplo, o parlamentar citou a venda da EBAL em
abril de 2018 e o programa “Cred Sexta” (ou “Cred Sexta Bahia”), dizendo que a
estatal arrematada por R$ 15 milhões em leilão teria passado, dias depois, por
uma mudança que transformou a operação em um negócio altamente lucrativo.
Marinho afirmou que um decreto de Rui Costa, então governador e hoje ministro
da Casa Civil, teria ampliado a margem para uma linha de crédito atrelada ao
consignado de servidores estaduais, o que, segundo ele, impulsionou a
rentabilidade da empresa, posteriormente associada ao Banco Master por meio de
relações de “funding” e participação relevante na estrutura de captação do
banco.
O senador também acusou o governo do PT de manter
servidores “presos” a condições que classificou como extorsivas, comparando
taxas de juros do consignado com a Selic e chamando os percentuais de “taxa de
agiota”. “O governo do PT proibiu que os servidores escapem (…) disse: ‘Não, os
senhores têm que ser roubados aqui pelo Banco Master’”, afirmou, repetindo
expressões de ataque político ao partido e a seus aliados.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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