A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo
Tribunal Federal (STF), de suspender pagamentos extras nos salários do
funcionalismo reacendeu o debate sobre privilégios dentro dos três Poderes. A
medida mira os chamados “penduricalhos”, benefícios que ampliam vencimentos
além do teto constitucional e que voltaram ao centro das críticas após novas
vantagens aprovadas no Legislativo.
A informação é da coluna de William Waack,
da CNN. O caso mais recente envolve uma escala que
permitiria a servidores trabalharem 30 dias e receberem como se tivessem atuado
por 40, aumentando a pressão pública por mudanças. Para especialistas, o
problema não surgiu de uma vez: ao longo dos anos, órgãos que administram o
próprio orçamento teriam acumulado benefícios e adicionais que inflaram
remunerações.
Apesar da repercussão positiva entre parte da
população, juristas avaliam que a decisão tem caráter emergencial e não altera
a estrutura que permite a criação desses extras. Sem mudanças nas regras
administrativas, novos benefícios poderiam surgir futuramente por brechas
legais ou decisões internas.
Analistas defendem que apenas uma reforma
administrativa ampla poderia reorganizar carreiras e reduzir privilégios de
forma definitiva. No entanto, propostas desse tipo enfrentam forte resistência
política e corporativa, o que mantém o tema travado enquanto decisões judiciais
tentam conter excessos pontuais.
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