O presidente da Confederação Brasileira de Pesca e
Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln, deve voltar as páginas policiais. O
ex-candidato a deputado federal pelo RN deve ser alvo de um novo pedido de
prisão preventiva da CPMI do INSS, diante de novos elementos descobertos contra
ele. A solicitação é uma proposta do relator da CPMI, o deputado federal
Alfredo Gaspar. As informações são do Portal 96.
Em 2025, quando prestou depoimento na CPMI do INSS,
Abraão Lincoln terminou as oitivas preso por mentir. Ele saiu no dia seguinte,
contudo, virou um dos alvos da investigação. Além disso, pessoas ligados a ele,
como o tesoureiro da CBPA, Gabriel Negreiros, foi alvo de uma ordem de prisão
em uma das fases da operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Não foi preso
por não ter sido localizado.
"Esta comissão parlamentar mista de inquérito
identificou, ao lono de suas diligências, sobretudo em depoimento de
testemunhas e investigados, análise de documentos sigilosos, como quebras de
sigilo fiscal, bancário e relatórios de inteligência financeira recebidos, a
imprescindibilidade da decretação da prisão preventiva do investigado Abraão
Lincoln Ferreira da Cruz", afirma o texto que a redação da 96 FM teve
acesso.
CARNAVAL E VÍDEO
Além das informações descobertas, segundo a CPMI,
Abraão Lincoln foi destaque nos últimos dias diante da presença dele no evento
carnavalesco Voador com Batata, um bloquinho que participou no município de
Caiçara do Norte. A festa teria sido organizada pelo filho dele.
Imagens de Abraão Lincoln na festa, bebendo e
conversando com apoiadores foi exibida pelo senador Styvenson Valentim nas
redes sociais. O parlamentar do RN afirmou que questionaria na CPMI como o
Voador com Batata foi "custeado" e levantou a possibilidade de ter
sido pago pela CBPA de Abraão Lincoln.
CBPA E INSS
As reportagens do Metrópoles sobre a “farra do INSS”
citam a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA)
como uma das entidades investigadas na Operação Sem Desconto e apontam que a
confederação teria movimentado R$ 221,8 milhões a partir de descontos em
benefícios previdenciários.
Em uma das matérias, o portal afirma que a CBPA
tinha sede em uma sala de cerca de 35 m² em Brasília e que a estrutura seria
incompatível com o volume de filiados e de recursos, informação atribuída a
apurações jornalísticas e a dados mencionados em relatórios oficiais (CGU/PF)
no contexto da investigação.

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