Seis parlamentares do Rio Grande do Norte assinaram
pedidos para a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no
Congresso Nacional para apurar fraudes envolvendo o banco Master, que foi
liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e é pivô de uma investigação
da Polícia Federal sobre fraudes no sistema financeiro.
Até agora, dois pedidos foram apresentados no
Congresso.
O maior deles foi apresentado nesta terça-feira 3.
Um requerimento de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) pede a
instalação de uma CPI mista — que, se criada, terá deputados federais e
senadores como integrantes. Cinco parlamentares do RN assinam o pedido: os
deputados Carla Dickson (União), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) e
os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).
Esse requerimento tem, ao todo, a assinatura de 239
deputados e 42 senadores, majoritariamente da oposição. Apenas um petista, o
senador Fabiano Contarato (ES), é subscritor do requerimento. Eram necessárias
as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores.
O outro pedido apresentado é para abertura de uma
CPI na Câmara dos Deputados. Esse outro requerimento é de autoria do deputado
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O pedido tem 201 assinaturas — eram necessários,
no mínimo, 171 apoios. Da bancada potiguar, assinam o pedido os deputados Carla
Dickson (União), Natália Bonavides (PT) e Sargento Gonçalves (PL).
Diferentemente do caso de Jordy, o PT apoia a CPI de
Rollemberg, que se antecipou a Jordy no protocolo. A sigla do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva deu 42 assinaturas; do lado do PL, 34 deputados apoiaram
essa proposta.
Caso Master
O Master está no centro das investigações da
Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de
fraudes bilionárias em operações do banco de Daniel Vorcaro e o BRB,
instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal.
O banco foi liquidado extrajudicialmente em
novembro, pelo Banco Central, e deixou para o Fundo Garantidor de Créditos
(FGC) o ressarcimento de clientes da ordem de R$ 40 bilhões. No entanto, dada a
ampla rede de contatos de Vorcaro em Brasília, o caso tem vários desdobramentos
políticos, com desdobramentos até mesmo na cúpula do Judiciário.
São investigadas pela PF fraudes financeiras
estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, a constituição de fundos e ativos
supostamente inexistentes, a falsificação de contratos e manipulação contábil,
bem como a tentativa de transferência de passivos a instituição financeira
estatal, caso do BRB, com potenciais danos ao patrimônio público.

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