O Rio Grande do Norte teve a dívida que mais cresceu
entre todos os estados brasileiros em 2025. A informação é do jornal Agora RN,
com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) .
O aumento foi de 35%. A dívida saltou de R$ 7,2
bilhões em 2024 para R$ 9,7 bilhões em 2025. É o maior avanço proporcional do
país.
O governo tenta se defender dizendo que cerca de 60%
da dívida consolidada é composta por precatórios herdados de gestões anteriores.
O argumento pode até explicar parte do problema. Mas não resolve o presente.
Os números fiscais são duros.
Segundo o levantamento, 75% da receita corrente
líquida do Estado estão comprometidos com pessoal e encargos. Outros 21% vão
para custeio. Sobram apenas 4% para investimentos — um dos menores percentuais
do Brasil .
A poupança corrente é de apenas 3,1% da receita. O
segundo pior índice do país. A previdência consome 34% de toda a despesa
estadual, o maior percentual entre as unidades da federação. E o caixa fechou
2025 com saldo negativo de R$ 3 bilhões .
Ou seja: o Estado gasta quase tudo para se manter de
pé. Investe pouco. E ainda termina o ano no vermelho.
O relatório também mostra que o RN ocupa a segunda
pior posição no ranking de obrigações pendentes, com índice de 8% .
Traduzindo: compromissos acumulando e margem cada vez menor para manobra.
O discurso oficial sustenta que a dívida cresceu em
ritmo menor que a receita. Mas, na prática, o Rio Grande do Norte virou líder
nacional em expansão do endividamento.
No fim das contas, o retrato é simples: alta
dependência de folha, baixa capacidade de investimento, déficit em caixa e
dívida acelerando.
E isso não é narrativa de oposição. São dados
oficiais.
A pergunta que fica é objetiva: até quando o Estado
vai sobreviver comprimido entre folha, previdência e precatórios, sem espaço
para crescer?
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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