Lideranças históricas, dirigentes, deputados
estaduais e federais do PT se reuniram nesta segunda-feira (23) na sede da
sigla em São Paulo para iniciar formalmente o debate sobre a eleição no estado.
Segundo relatos ouvidos pela CNN, o encontro foi
marcado pela pressão para que os diretórios nacional e estadual do partido
montem o palanque local até meados de março.
Os petistas convergiram na tese de que o ministro da
Fazenda, Fernando Haddad (PT), é o nome mais competitivo para a disputa pelo
Palácio dos Bandeirantes e cobraram que ele decida logo se aceita ou não a
missão.
O plano B exposto no encontro foi a ministra do
Planejamento, Simone Tebet (MDB).
“Precisamos montar nosso palanque e nossa estratégia
de campanha até março”, disse à CNN o deputado Jilmar Tatto, vice-presidente
nacional do PT.
Outro parlamentar presente na reunião disse sob
reserva que os petistas também cobraram uma participação mais ativa no estado
de ministros e presidente de autarquias que sejam do estado, como Aloizio
Mercadante, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), e
Alexandre Padilha, da Saúde.
Houve divergências no debate sobre a formação de uma
federação com o PSOL.
Uma ala petista resistiu à proposta e avaliou que a
aliança esbarra em barreiras internas também no partido de Guilherme Boulos.
A ideia, porém, tem a simpatia do presidente Lula.
Os petistas também manifestaram preocupação com a
chapa de deputados federais e estaduais, que teria um “buraco” com ausência de
ministros que ficarão com Lula, como Luiz Marinho, do Trabalho.
CNN Brasil

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