A morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera
Cervantes, conhecido como El Mencho, no domingo (22), provocou uma onda de
violência e caos em diversas cidades do México, com bloqueios de estradas,
fechamento de escolas e cancelamento de voos.
Ao todo, pelo menos 57 pessoas morreram em ataques
do Cartel Jalisco Nova Geração, segundo o secretário de segurança mexicano,
Omar García Harfuch.
Ainda segundo Harfuch, nesta segunda-feira (23), 25
membros da Guarda Nacional foram mortos pelo Cartel durante a ação. O
secretário acrescentou que um guarda prisional, um membro do escritório do promotor
do estado e 30 membros da organização criminosa também morreram.
Apontado como fundador e líder do CJNG (Cartel
Jalisco Nova Geração), El Mencho era um dos narcotraficantes mais procurados
pelo México e pelos Estados Unidos. A Administração de Controle de Drogas dos
EUA (DEA, na sigla em inglês) incluiu o mexicano em sua lista de mais
procurados em 2020 e oferecia recompensa de até US$ 15 milhões por informações
que levassem à sua prisão.
Em janeiro, o jornal The New York Times revelou que
o presidente dos EUA, Donald Trump, pressionava o México para que forças
americanas entrassem no território mexicano para realizar operações conjuntas
contra cartéis.
O CJNG é um dos maiores grupos criminosos do México,
ligado ao tráfico internacional de drogas — especialmente fentanil,
metanfetamina e cocaína para os EUA. No domingo (22), o Exército do México
realizou uma ação contra o cartel na cidade de Tapalpa a cerca de 130
quilômetros de Guadalajara, capital do Estado de Jalisco.
Além de El Mencho, pelo menos outros seis criminosos
morreram, e três militares ficaram feridos durante a troca de tiros, segundo a
corporação. Dois integrantes do CJNG foram presos, e diversas armas foram
apreendidas — incluindo um lançador capaz de derrubar aeronaves e destruir
veículos blindados. Com a operação, o governo mexicano espera aliviar a pressão
vinda dos EUA.
R7

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