A decisão da CPI do INSS que aprovou a quebra de
sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu um novo capítulo de
tensão entre governo e oposição. Agora, o desfecho pode passar tanto pelo crivo
do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quanto pelo Supremo
Tribunal Federal (STF).
A base governista questiona a validade da votação
que aprovou 87 requerimentos em bloco, incluindo o que atinge o filho do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parlamentares aliados alegam erro na
contagem durante a votação simbólica conduzida pelo presidente da comissão,
senador Carlos Viana (Podemos-MG). Já a oposição sustenta que o quórum válido
era o registrado na votação nominal anterior, quando 31 parlamentares estavam
computados no painel.
Diante do impasse, aliados do governo se reuniram
com Alcolumbre e pediram a anulação da deliberação. O presidente do Senado
solicitou que as supostas evidências — como imagens e vídeos da sessão — sejam
protocoladas formalmente para análise técnica da Advocacia da Casa, da Polícia
Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa. Nos bastidores, o movimento é
tratado como uma espécie de “VAR” institucional para revisar o procedimento.
Caso a via política não prospere, uma das
alternativas em estudo é recorrer ao STF para contestar a legitimidade da
votação. No entanto, governistas afirmam que a estratégia judicial só será
adotada após esgotadas as tentativas de acordo no Congresso.
O clima esquentou ainda mais após troca de agressões
entre parlamentares durante a sessão, evidenciando o nível de polarização em
torno da investigação. Com versões divergentes sobre o quórum e a validade do
rito adotado, o episódio promete novos desdobramentos tanto no campo jurídico
quanto no político.
Com informações do O Globo

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