O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) é
citado na delação premiada dos ex-dirigentes do INSS André Fidelis e Virgílio
de Oliveira Filho.
A coluna Andreza Matais apurou que um dos anexos
aborda a atuação do então ministro da Previdência no governo Lula no esquema de
descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Lupi assumiu o ministério na posse de Lula (PT), em
janeiro de 2023, e foi demitido pelo petista em maio de 2025, nove dias após a
Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que
resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. À época, o ministro atuou
para proteger investigados, o que arranhou a imagem do governo.
Enquanto ministro, Lupi chegou a defender
publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Segundo as
apurações, Stefanutto recebia mesada de R$ 250 mil do esquema. Os pagamentos
ocorreram, segundo a PF, de junho de 2023 e setembro de 2024, enquanto Lupi era
ministro.
“A indicação do Stefanutto é de minha inteira
responsabilidade. Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento
— tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar”, afirmou à época.
Diante da resistência, coube ao próprio presidente
Lula exonerar Stefanutto.
O ex-ministro também apadrinhou a indicação de
Adroaldo Portal, um jornalista de formação que trabalhou por anos como assessor
da bancada do PDT na Câmara dos Deputados.
Portal tornou-se o nº 2 do Ministério da Previdência
após a queda de Lupi, e permaneceu no cargo até dezembro passado, quando foi
alvo da PF na Sem Desconto. Ele teve a prisão domiciliar decretada.
Metrópoles

Nenhum comentário:
Postar um comentário