O Mister Impostos Carlos Eduardo Xavier, o Cadú,
apareceu mais solto ontem na 96 FM. Menos discurso de “legado”, mais pé no
chão. Defendeu o governo, natural, ele é parte da hecatombe da gestão de Fátima
Bezerra.
Está claro que passou por media training. Respostas
calmas, tom ensaiado, manual seguido à risca. Escorregou quando falou em
“suicídio político” ao entregar o governo a um adversário em abril. Ficou
constrangido diante do caso de dona Severina, 88 anos, que tinham 350 pessoas
na frente dela na fila de amputação. Um caso que demonstra como a saúde de
Fátima Bezerra fracassou. A realidade furou o roteiro.
A hipótese de Cadú disputar o governo com a
patricinha bolivariana ao Senado acaba, paradoxalmente, fortalecendo o PT.
Unifica o campo, fecha a porteira da rejeição a Fátima e aumenta a força do
partido.
Mas convém repetir, para não vender fumaça: nada
está definido. O jogo só começa depois de 4 de abril, com as renúncias de
Fátima Bezerra, Walter Alves, Allyson Bezerra e a desincompatibilização do
próprio Cadú.
Até lá, é só especulação. E espuma.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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