A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado 28, deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.
A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade
Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências
de notícias, como a árabe Al Jazeera.
Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24
das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias
são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no
Brasil.
De acordo com a Agência de Notícias da
República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques
foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85
alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob
escombros.
Ofensiva e reações
Os ataques dos Estados Unidos e de
Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os
americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O
país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados
Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento
nuclear iraniano.
Diversos países, entre eles o Brasil,
condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas
(ONU) pediu um cessar-fogo na região.
Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos.
Em retaliação, o Irã atacou países
vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o
vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o
direito de se defender.

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