O governo federal registrou em janeiro uma
arrecadação recorde de R$ 325,751 bilhões, maior valor já registrado para o mês
desde o início da série histórica, em 1995. O montante representa crescimento
real de 3,56% em relação a janeiro de 2025, já descontada a inflação, segundo a
Receita Federal.
O resultado também foi o maior desempenho mensal
desde 2011, mesmo na comparação com outros meses, em termos reais.
Entre os principais destaques está o IRRF sobre
Rendimentos do Capital, que cresceu 32,56%, com arrecadação de R$ 14,683
bilhões. A Receita Previdenciária somou R$ 63,459 bilhões, com alta real de
5,48%.
Segundo a Receita, o desempenho foi impulsionado
ainda pelo crescimento real de 3,89% da massa salarial, pelo aumento de 7,46%
na arrecadação do Simples Nacional e pela alta de 17,02% nas compensações
tributárias.
O IOF também contribuiu de forma relevante:
arrecadou R$ 8,009 bilhões, com crescimento real de 49,05%, puxado
principalmente por operações de câmbio, crédito e títulos, após mudanças na
legislação.
No fim de 2025, o Congresso aprovou medidas que
ampliaram a arrecadação, como o aumento de alíquotas sobre fintechs, bets e
Juros sobre Capital Próprio (JCP), além da redução de 10% nos benefícios
fiscais. A CSLL sobre fintechs passará de 9% para 12% até 2027 e chegará a 15%
a partir de 2028. Hoje, bancos pagam 20% de CSLL.

Nenhum comentário:
Postar um comentário