Desde o dia 1º de janeiro,
todas as pesquisas de opinião pública sobre as eleições gerais de 2026 devem
obrigatoriamente ser registradas na Justiça Eleitoral. De acordo com a Lei das
Eleições e a Resolução TSE nº 23.600/2019, o registro no sistema PesqEle
precisa ocorrer em até cinco dias antes da divulgação dos resultados.
Importante ressaltar que mesmo levantamentos iniciados no final de 2025, mas
divulgados agora em 2026, já estão sob essa obrigatoriedade de cadastro.
Para que o registro seja
aceito, as entidades devem enviar dados minuciosos via PDF, incluindo o CPF ou
CNPJ do contratante, nota fiscal com o valor e a origem dos recursos, além da
metodologia e do plano amostral (sexo, idade, nível econômico e margem de
erro). A responsabilidade pela integridade e legibilidade dos documentos é
inteiramente da empresa responsável. O sistema permite alterações no registro,
desde que o prazo de cinco dias antes da divulgação ainda não tenha expirado.
O rigor na fiscalização já
é realidade e as punições para descumprimentos são severas. A divulgação de
qualquer pesquisa sem o registro prévio ou a publicação de dados fraudulentos
sujeita os responsáveis a multas que variam de R$ 53.205 a R$ 106.410. Além do
peso financeiro, a fraude eleitoral é tipificada como crime, podendo levar à
detenção de seis meses a um ano, reforçando o cerco contra a desinformação no
pleito deste ano.
É crucial que o eleitor
saiba distinguir pesquisa científica de enquetes. Enquanto a pesquisa segue
métodos rigorosos e estatísticos, a enquete é apenas uma sondagem informal.
Lembramos que, a partir de 15 de agosto, a realização de enquetes será
totalmente proibida por lei. Divulgar uma enquete como se fosse pesquisa é
infração grave, passível das mesmas multas e ordens de remoção imediata pela
Justiça Eleitoral sob pena de desobediência.
A transparência é
garantida pelo portal de consulta pública do TSE, onde qualquer cidadão pode
verificar a legitimidade dos levantamentos registrados. Candidatos, partidos e
o Ministério Público Eleitoral possuem acesso ampliado para fiscalizar a coleta
de dados e o trabalho de campo. Essa vigilância ativa de toda a sociedade é o
que garante um processo eleitoral justo, limpo e baseado em dados reais e
verificáveis.

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