O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) passou a acompanhar com maior apreensão os movimentos recentes da
política externa dos Estados Unidos após a ofensiva norteamericana na Venezuela
e a captura de Nicolas Maduro.
Para diplomatas
brasileiros, a ação vai além de uma mudança de regime ou de interesses ligados
ao petróleo do país vizinho e sinaliza um novo reposicionamento estratégico de
Washington na América Latina.
Segundo fontes do governo
brasileiro, o episódio se insere em uma estratégia mais ampla adotada pelo
governo Donald Trump desde novembro, que prevê o ajuste da presença militar
global dos EUA para “enfrentar ameaças urgentes”, com foco renovado no
Hemisfério Ocidental.
Nesse desenho, áreas
consideradas menos relevantes nas últimas décadas perderiam prioridade, enquanto
a América Latina passaria a ocupar papel central na agenda de segurança e
prosperidade norte-americana.
Auxiliares de Lula afirmam
que o presidente teme que essa orientação tenha reflexos diretos sobre o
Brasil, especialmente no contexto da eleição presidencial de 2026.
Na avaliação do Palácio do
Planalto, haveria risco de interferência externa para favorecer a vitória de um
candidato de direita ou de extrema-direita.

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