O presidente do Grupo Corona, José Adrián Corona
Radillo, foi encontrado morto no município de Atenguillo, no interior do
México, após ter sido vítima de sequestro. A informação foi divulgada pela
Promotoria do Estado de Jalisco no fim de dezembro, no dia 29, e repercutida
por jornais mexicanos.
Até o momento, não há informações sobre os
responsáveis pelo assassinato. Após a localização do corpo, a Promotoria
informou que seguirá com as investigações para esclarecer o homicídio.
Corona presidia um grupo empresarial especializado
na produção e comercialização de tequila e mezcal, bebida destilada mexicana à
base de agave —a mesma matéria-prima da tequila, porém com maior diversidade de
processos e estilos.
Corona foi sequestrado no dia 27, quando viajava
pela região próxima a Puerto Vallarta com a esposa e os filhos. Homens armados
interceptaram o veículo, levaram o empresário e deixaram a família no local.
As autoridades realizaram buscas na região, embora
não tenha havido pedido de resgate. O corpo foi encontrado dois dias depois.
Segundo o jornal mexicano Milenio, o assassinato de
Adrián Corona provocou comoção no setor e colocou empresários em alerta, já que
ele era considerado uma figura popular e respeitada na região.
Corona liderava um negócio familiar dedicado à
produção e comercialização de bebidas destiladas. O Grupo Corona, com sede no
município de Tonaya, é conhecido por marcas como Rancho Escondido, Tequila Don
Armando e Dolce Amore.
Apesar do nome, o Grupo Corona não tem relação com a
cerveja Corona. A marca pertence ao Grupo Modelo, fabricante mexicana
controlada pela AB InBev, gigante global do setor formada a partir da fusão
entre Ambev, Interbrew e Anheuser-Busch.
Folha de S. Paulo

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