A notícia é da coluna de Tacio Lorran, do
Metrópoles, e confirma o que muita gente previa quando os questionamentos sobre
o banco Master começaram:
Em despacho proferido nesta segunda-feira (5/1), o
ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus indicou que
poderá determinar a reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master.
No documento, o ministro determina que a área
técnica do TCU realize uma inspeção, in loco, no Banco Central (BC), e avalie o
perfil dos investidores institucionais, bem como se os ativos remanescentes do
Master são passíveis de desagregação, o que poderia reduzir a possibilidade de
reversibilidade da liquidação.
“Sem afirmações categóricas, a inspeção poderá
mapear, quando pertinente e sob sigilo, se existem exposições relevantes de
investidores institucionais — inclusive indiretas, por meio de veículos/fundos
— e se há ativos ou estruturas estratégicas cujo fracionamento, oneração ou
desagregação, no curso do regime, possa acarretar destruição de valor e reduzir
a reversibilidade de soluções, com potencial influência na análise sobre
preservação de alternativas”, explicou Jhonatan de Jesus.
Ainda no despacho, Jhonatan de Jesus ressalta a não
competência do TCU para substituir o Banco Central na formação de juízo
prudencial regulatório dos agentes do Sistema Financeiro. O ministro
acrescenta, contudo, que o tribunal de contas é necessário para avaliar as
providências tomadas, evitando efeitos de difícil reversão.
“Sem prejuízo disso, e precisamente para preservar a
utilidade desse controle, permanece, em tese, resguardada a possibilidade de
que se mostre necessária, em momento oportuno e com base em elementos
objetivos, a apreciação de providências de natureza assecuratória e
estritamente finalística, voltadas a evitar efeitos de difícil reversão
enquanto se forma convencimento com suporte em documentação primária, sem
antecipação de juízo conclusivo quanto ao mérito prudencial da decisão
regulatória”, prosseguiu.
A decisão de inspecionar os documentos que estão em
posse do Banco Central ocorre após o órgão monetário enviar, na segunda-feira
(29/12), os detalhes solicitados pelo próprio TCU a respeito da liquidação
extrajudicial do Master.
Na nota técnica, o BC detalhou todo o histórico para
decretar a liquidação do Master, elencou uma série de supostas irregularidades
encontradas e, por fim, relatou a existência de investigação enviada ao
Ministério Público Federal (MPF) sobre novas fraudes que teriam sido cometidas
pelo banco para tentar continuar funcionando. Ao determinar a inspeção,
Jhonatan de Jesus avaliou que a nota técnica do BC não estava acompanhada de
prova documental.
Servidores da área técnica do Tribunal de Contas da
União (TCU) que irão analisar documentos da liquidação extrajudicial do Master
em posse do Banco Central passarão por rigoroso sistema de controle exigido
pela autoridade monetária. Os técnicos terão suas consultas rastreadas pelo
Banco Central e deverão assinar até termos de confidencialidade, conforme
revelou a coluna na semana passada.

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